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29/04/14

Portugus: o vilo dos concursos

Matéria presente em todos os concursos públicos, a Língua Portuguesa costuma ser um obstáculo para muitos concurseiros. Primeiro, porque uns consideram a disciplina de difícil compreensão – principalmente para aqueles que já saíram dos bancos escolares há algum tempo. E segundo, porque outros concentram seus esforços em matérias específicas, deixando o português de lado, o que pode se transformar numa armadilha.

Algumas matérias foram identificadas como as que merecem maior atenção, por serem mais presentes nas provas ou porque são responsáveis por altos índices de erros. Confira, a seguir, dicas sobre estes temas mais “cascudos” da língua portuguesa.

Colocação Pronominal

A colocação dos pronomes oblíquos átonos - me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes – é um tema frequente em perguntas de concursos e exigem muita atenção. São três as posições que eles podem assumir na frase: próclise (quando o pronome vem antes do verbo), mesóclise (quando ocorre no meio do verbo) e ênclise (depois do verbo). Tome cuidado com o uso dos pronomes oblíquos na linguagem coloquial, pois eles tendem a aceitar a próclise, o que leva muita gente ao erro. Uma dica seria conferir quatro regras práticas sobre colocação pronominal:

1 - Não iniciar período com pronome átono: quando o verbo está abrindo um período, os pronomes átonos não podem ser colocados antes do verbo. Com isso, a próclise é proibida, e será feito uso da mesóclise ou da ênclise.

2 - Respeitar as palavras atrativas: há palavras e expressões que exigem que o pronome seja colocado antes do verbo. Nasce, assim, o uso obrigatório da próclise graças às palavras atrativas. São elas:

  1. palavras com sentido negativo: não, nunca, jamais, ninguém, nada, nenhum, nem, etc. Exemplo: Nunca se meta em confusões.
  2. advérbios (sem vírgula): aqui, ali, só, também, bem, mal, hoje, amanhã, ontem, já, nunca, jamais, apenas, tão, talvez, etc. Exemplo: Ontem a vi na aula. Com a vírgula, cessa a atração: Ontem, vi-a na aula. Aqui, trabalha-se muito.
  3. pronomes indefinidos: todo, tudo, alguém, ninguém, algum, etc. Exemplo: Tudo se tornou esclarecido para nós.
  4. pronomes ou advérbios interrogativos (o uso destas palavras no início da oração interrogativa atrai o pronome para antes do verbo): O quê? Quem? Por quê? Quando? Onde? Como? Quanto? Exemplo: Quem a vestiu assim?
  5. pronomes relativos: que, o qual, quem, cujo, onde, quanto, quando, como. Exemplo: Havia duas ideias que se tornaram importantes.
  6. conjunções subordinativas: que, uma vez que, já que, embora, ainda que, desde que, posto que, caso, contanto que, conforme, quando, depois que, sempre que, para que, a fim de que, à proporção que, à medida que, etc. Exemplo: Já era tarde quando se notou o problema.
  7. em + gerúndio: deve-se usar o pronome entre “em” e o gerúndio. Exemplo: Em se tratando de corrupção, o Brasil tem experiência. Exemplos: Não se faz isso. Aqui se canta, lá se chora. Sei que se alcançará o resultado desejado.

3 - Não colocar pronomes átonos após o particípio: o correto é analisar cada situação para observar o lugar adequado, mas nunca após o particípio. Exemplos: Tínhamos nos referido ao caso certo. Havia-me pedido algo impossível. Tinham se queixado ao guarda.

 

Concordância Verbal

O modo como o verbo se altera para se acomodar ao sujeito também pode causar muitas dúvidas. Dentro deste tema, podem surgir questões em que candidatos devem assinalar qual das formas de concordância verbal é a adequada em: “precisam-se de empregados” ou “precisa-se de empregados”, por exemplo.

Neste caso, acerta quem escolher a segunda forma (precisa-se de empregados) já que o pronome “se” atua como índice de indeterminação do sujeito em construções em que o verbo não pede complemento direto (precisar é transitivo indireto). Por isso, o verbo fica obrigatoriamente na terceira pessoa do singular.

Além da teoria gramatical, a fixação do conteúdo ocorre a partir da prática. Isso porque, embora a regra geral seja que o verbo concordar com o sujeito em pessoa e número, há incontáveis casos que podem resultar em dúvidas como, por exemplo, a concordância quando o sujeito é composto ou coletivo, quando há porcentagem, quando é um pronome tratamento e outras situações.

 

Regência verbal

A transitividade dos verbos também é um assunto que tem a atenção das bancas examinadoras. Isso acontece porque a regência muda de acordo com a relação do verbo com o complemento. Para determinar qual a regência adequada, o concurseiro deve examinar o termo regente, que é o verbo, e o termo regido, que é complemento.

 

Regência nominal

A relação entre o substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu complemento nominal, intermediada por uma preposição, também é frequente nos concursos. É um erro seguir a regência do verbo correspondente. Esta é a grande pegadinha. Ou seja, achar que a regência nominal vai seguir a regência verbal pode levá-lo a tropeçar. Exemplos: “Eu compreendo a língua portuguesa” e “Eu tenho compreensão da língua portuguesa”. Nestes casos, o nome pede a preposição, mas o verbo não.

 

Crase

Questões de acentuação são frequentes, sobretudo o uso da crase. Assim, saber quando usar este acento grave pode fazer com que o concurseiro saia na frente de muitos candidatos. Uma dica pode ajudar a evitar erros: se na substituição da palavra feminina pela masculina aparecer “ao” é sinal de que é preciso usar a crase. No entanto, o candidato deve ficar atento porque nem sempre a regrinha funciona e bancas examinadoras se aproveitam disso. O concurseiro deve entender a crase como a fusão da preposição “a” e o artigo “a” e ficar atento ao uso ou não do artigo. Exemplo: “combate a fome” está correto sem crase se o sentido for de generalização. Mas pede crase se a fome for específica e determinada.

Use essas dicas e comece a praticar, pois onde você estiver a língua portuguesa estará presente, seja num concurso público ou na vida cotidiana.

 

Fonte: exame.abril.com.br

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